Em janeiro de 2021, o Brasil assistiu a um dos maiores vazamentos de dados da história. O chamado megavazamento, que gerou investigação e prisão de suspeitos, incluiu a exposição de CPF, nome, CNPJ, data de nascimento e, até mesmo, dados de veículos de 223 milhões de pessoas. Com o susto, surgiu também a dúvida: será que tem como se proteger de incidentes como esse? Sim, e a resposta está na necessidade de conhecer e aplicar a segurança da informação pelas organizações e adotar um comportamento consciente enquanto navega. 

Mas, antes, não tem como abordar o tema sem falar da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em 2020. Ela chega para garantir a transparência no tratamento de dados pessoais tanto por empresas públicas como privadas. Quem descumprir pode tomar punições que vão de advertências a multas de até 2% do faturamento da companhia (limitadas a R$ 50 milhões).

A LGPD estabelece diretrizes sobre coleta, processamento e armazenamento de dados. Ou seja, traz maior transparência e responsabilidade no tratamento de dados pessoais coletados pelas empresas. Caso queira conhecer as finalidades pela qual a Vivo coleta suas informações, acesse aqui o nosso centro de privacidade

De qualquer forma, visando a sua tranquilidade, fizemos um checklist de 10 práticas fundamentais para preservar a segurança das suas informações na web. Aplique-as no dia a dia e se proteja dos ataques de invasores. 

Computador com possíveis ataques hackers Computador com possíveis ataques hackers

O que é segurança da informação?

É um conjunto de medidas e ações voltadas para proteger os dados — especialmente os mais sensíveis — de empresas e usuários. Ou seja, mantê-los livres de invasões e práticas maliciosas que comprometam o sigilo, o valor e a integridade das informações.

Em outras palavras, aplicar a segurança da informação é adotar métodos, processos, estratégias e comportamentos que façam com que a circulação de dados seja segura e controlada. Dessa forma, protege-se contra malwares, por exemplo, e evita-se que pessoas indesejadas tenham acesso a dados sensíveis.

Por que a segurança da informação é importante?

Com a nossa vida sendo gerenciada e facilitada com o amplo uso da internet e dos dispositivos eletrônicos — desde as simples tarefas do dia a dia até os grandes compromissos profissionais —, não é difícil imaginar a importância desse tema, concorda? 

Mas nunca é demais lembrar: ela é fundamental simplesmente porque protege e mantém a salvo todas as categorias de dados de organizações e usuários contra o acesso, o mal uso, o roubo e os danos causados por pessoas não autorizadas.

O que inclui informações confidenciais, de identificação, de sistemas, de propriedade intelectual, de saúde etc., tanto governamentais quanto corporativas, além de pessoas comuns.

Isso é, a segurança da informação não é uma estratégia restrita aos dados de empresas: é um conjunto de práticas que todos que usam a internet com frequência, mesmo que seja apenas para interagir com amigos nas redes sociais, devem adotar.

Até porque, muitas vezes, uma informação sensível (nome completo, número de documento, dados bancários e de cartões etc.) é suficiente para fraudadores e pessoas mal intencionadas aplicarem golpes de roubo de identidade, entre outras coisas. 

Percebeu? A segurança da informação é importante para mantermos nossos dados seguros ao fazermos qualquer coisa online, como uma compra segura

Mãos femininas segurando um celular com um aviso de e-mail com malware aparecendo na tela Mãos femininas segurando um celular com um aviso de e-mail com malware aparecendo na tela

Quais são os pilares da segurança da informação?

É embasada em três pilares:  

  • Confidentiality (Confidencialidade): é o objetivo de garantir que determinado dado não seja disponibilizado nem divulgado a pessoas, processos ou entidades não autorizadas. Por exemplo, senhas e número de cartão de crédito;
  • Integrity (Integridade): mantém e garante a precisão das informações durante todo o seu ciclo de vida. Na prática, isso quer dizer que os dados não podem ser modificados, a menos que recebam autorização;
  • Availability (Disponibilidade): os sistemas que armazenam, processam, fazem o controle de segurança e protegem os dados devem estar funcionando corretamente, sem interrupções, como as atualizações no sistema operacional, falhas no hardware, quedas de energia e ataques que derrubem o acesso a serviços essenciais.

Como manter a segurança da informação?

Qualquer pessoa que acesse a internet deve ter em mente um conjunto de boas práticas ao navegar. Hoje, com a certeza de que o trabalho remoto veio para ficar, por exemplo, depois de montar um home office, é essencial prestar atenção a alguns pontos. Veja só:

1. Mantenha seu antivírus sempre atualizado

Invista e atualize regularmente os softwares de antivírus/firewall do computador e do celular. Eles são os responsáveis por barrar qualquer tipo de ameaça ao sistema. Por isso, é importante mantê-los em dia. 

Inclusive, a Vivo tem parceria com a McAfee. Com essa assinatura, você pode se proteger de todos os vírus e invasões virtuais não só no seu smartphone como no seu computador. Fique de olho, pois os malwares podem danificar os seus dispositivos e ainda comprometer seus dados pessoais.

Rosto de um homem olhando por um binóculo e nas lentes aparecem códigos de computador Rosto de um homem olhando por um binóculo e nas lentes aparecem códigos de computador

2. Investigue o histórico de sites e empresas

Sempre que precisar incluir algum dado pessoal em qualquer página da internet, verifique se ela é confiável. O básico de uma página é ter o endereço iniciado pelo http:// ou https:// e o ícone de cadeado ou certificado de segurança.

Tenha cuidado especialmente com promoções, sorteios e outros grandes atrativos que podem ser iscas para que você preencha seus dados em locais perigosos. O phishing é o caminho mais fácil para os cibercriminosos roubarem suas informações, através de mensagens falsas. Para começar, desconfie de promoções imperdíveis.

E, sempre que se deparar com um e-mail inesperado e incomum de instituições que costuma acessar, verifique se ele faz sentido mesmo. 

Em caso de dúvida, nunca clique em links ou faça downloads apontados nessas mensagens. Entre em contato com a instituição para ter certeza de que o e-mail é confiável. 

3. Busque mais privacidade nas redes sociais

Ambientes como Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok e WhatsApp são excelentes fontes para os criminosos virtuais. Por isso, evite ao máximo expor informações importantes nas redes e sempre configure a privacidade em suas postagens. Cuide da segurança da informação mesmo em sites e apps que julgue confiáveis. 

Outra dica fundamental: nessas plataformas, sempre há possibilidades de aparecerem links com formulários de promoções. Só abra ou preencha-os depois de verificar a legitimidade da empresa. 

4. Saiba quais dados estão sendo compartilhados

Sim, é possível fazer uma varredura geral. O app Jumbo, por exemplo, mostra quais dos seus dados estão sendo usados pelo Facebook, Instagram, Twitter ou Google — ele é pago, mas há uma versão gratuita que já ajuda bastante. 

Depois que ele verifica, o próprio aplicativo pede autorização para desabilitar as opções. Assim, você escolhe quem pode ter acesso.

Outra opção é partir para o uso de aplicativos e plataformas que não coletam seus dados nem registram suas informações. Já ouviu falar do DuckDuckGo? É um concorrente do Google que já tem milhões de buscas diárias e oferece todas as pesquisas de forma privada, com respostas orgânicas e não personalizadas.

Homem sentado em uma cafeteria com uma xícara na mão e usando um tablet ligado ao wi-fi público Homem sentado em uma cafeteria com uma xícara na mão e usando um tablet ligado ao wi-fi público

5. Tenha cuidado ao acessar redes Wi-Fi públicas

Evite inserir dados importantes e informações confidenciais quando estiver conectado em uma rede pública de Wi-Fi. Acessar o site do seu banco, por exemplo, não é uma boa ideia. Deixe para fazer isso quando estiver em casa, com sua banda larga ou internet móvel disponível.

O motivo é simples: em uma rede aberta, os dispositivos se comunicam com o serviço de internet. E caso não haja segurança nessa troca de dados, é simples para algum cibercriminoso interceptar a informação, invadir o seu aparelho e roubar as suas informações.

Se você tem o hábito de armazenar documentos na nuvem, é bom prestar muita atenção ao acesso deles enquanto estiver na rede pública. 

Ah! E para manter o seu Wi-Fi sempre seguro, aposte no McAfee Safe Connect!

6. Mantenha sempre suas senhas atualizadas

Vivo Guru

Descomplicando a Tecnologia

Chegou a hora de aprender a definir senhas mais seguras para criar contas na internet, além de configurar uma autenticação de dois fatores. Assista e aproveite para testar o passo a passo no seu celular.

Evite colocar a mesma senha em todos os seus apps e redes sociais, e aposte sempre em combinações seguras e fortes. Misture letras maiúsculas e minúsculas, números, caracteres especiais, opte por senhas mais longas e evite datas de nascimento, número de telefone etc.

Alguns sites já têm ferramentas que mostram automaticamente se a opção escolhida é adequada ou se precisa de melhorias para deixá-la mais robusta. Outra boa dica para se manter seguro é trocar a senha de tempos em tempos.

Além disso, também é importante mudar aquelas perguntas de segurança. Isso dificulta a chegada até as suas informações mais confidenciais. Ou seja, ajuda na segurança da informação.

Print da verificação em duas etapas de aplicativo Print da verificação em duas etapas de aplicativo

7. Ative os sistemas de validação dupla

Sistemas de validação dupla ou autenticação de dois fatores garantem maior proteção aos seus dados. Funciona assim: dois passos são necessários para completar uma operação feita pela internet. Cada vez mais há mais plataformas com esse método de modo a garantir a segurança da informação. 

Você pode cadastrar o e-mail ou o número de celular para receber códigos de segurança aleatórios e, assim, usá-los para finalizar alguma tarefa. Tal medida ajuda a diminuir, com eficácia, a ação de criminosos virtuais e contribui com a segurança dos seus dados. 

8. Leia a política de privacidade

Sim, é chato, mas é importantíssimo. Sabemos que ninguém quer ler as letrinhas pequenas desse documento cheio de termos técnicos. Porém, é importante estar a par do conteúdo antes de aceitar a política. 

Ali, o site mostra como a empresa trata as informações cadastradas. Se não concordar, não aceite os termos e parta para outra página. 

9. Use janelas anônimas nos navegadores

Quer fugir dos cookies, que armazenam temporariamente suas informações? Navegue de forma anônima. Se você abrir uma dessas janelas, nada será registrado e você não deixará rastros. 

Mas atenção: só essa medida não é suficiente. Ela vai evitar o histórico de navegação, não vai registrar seus downloads, logins, senhas, dados preenchidos e vai evitar os anúncios personalizados de acordo com suas buscas. Mas é preciso atrelar as outras formas de proteção mencionadas neste artigo para ter a certeza da segurança da informação.

Mulher sorrindo e sentada numa mesa com uma xícara na mão enquanto desliga o tablet Mulher sorrindo e sentada numa mesa com uma xícara na mão enquanto desliga o tablet

10. Desligue os dispositivos que não estiver usando

Terminou de usar o computador, tablet, celular ou qualquer outro dispositivo conectado? Feche o que abriu, desconecte tudo e desligue. Isso evita o armazenamento de cookies provenientes dos locais por onde navegou.

Não dá mais para fugir da transformação digital, não é mesmo? Convenhamos, nem queremos isso, já que a internet facilita e muito a nossa rotina, concorda? Mas, como você viu, é essencial adotar algumas boas práticas enquanto se está navegando. 

Os passos que a gente trouxe aqui são simples e evitam dores de cabeça. A soma de todos é o caminho certo para ter sucesso e garantir segurança da informação. 

Até a próxima!

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