Antes de preparar o balde de pipoca e acessar o serviço de streaming de sua preferência para aproveitar a lista de filmes e séries LGBTQIAP+ que preparamos, temos uma pergunta: considerando-se parte ou não do movimento, você sabe o significado de cada uma das letras que compõem a sigla?

Se a resposta for não, vamos ajudar você. Mas, antes, é importante elucidar que cada letra cumpre o papel de traduzir a singularidade de diversos grupos identitários à medida que eles se manifestam socialmente. 

Em outras palavras, como humanos, somos múltiplos, complexos e há pessoas que não possuem a heterossexualidade como orientação sexual, tampouco a cisgeneridade (cis) como identidade de gênero (forma como a pessoa identifica-se, independentemente do seu sexo biológico, seja como homem, mulher, ambos ou nenhum).

Por que usar a sigla LGBTQIAP+?

A sigla é uma espécie de identificação para quem representa ou apoia um movimento que luta, através de diferentes frentes, sejam elas políticas ou por meio do entretenimento, pelo direito à liberdade de amar ou simplesmente de existir. 

Afinal, no nosso país, o movimento LGBTQIAP+ precisa firmar-se constantemente frente a dados alarmantes. Um deles é o fato de que o Brasil é o lugar em que mais se mata transexuais no mundo há 12 anos, conforme o Trans Murder Monitoring

Outro dado é que, somente em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) enquadrou a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na Lei de Racismo (Lei nº 7716/89).

Imagem de um coração com as cores do arco-íris. Lê-se: "Diversity". Imagem de um coração com as cores do arco-íris. Lê-se: "Diversity".

O que significa LGBTQIAP+?

Dito isso, comecemos pelas letras que se referem à orientação sexual, ou seja, o desejo físico e afetivo que as pessoas sentem umas pelas outras. 

  • L, representa as lésbicas, mulheres cis ou trans que se sentem atraídas por outras mulheres cis ou trans;

  • G, refere-se aos gays, homens cis ou trans que se sentem atraídos por outros homens cis ou trans;

  • B, representa bissexuais, pessoas que se sentem atraídas por dois gêneros, masculino e feminino, sejam cis ou trans;

  • T, ao contrário das três anteriores, refere-se à identidade de gênero. Neste caso, estamos falando de transgêneros, transexuais e travestis. Pessoas trans têm o gênero diferente daquele que lhe foi designado ao nascer. Já travestis “podem possuir uma identidade de gênero feminina ou mais ampla, uma vez que o termo pode também se referir a um gênero que foge do binarismo homem-mulher”, conforme BuzzFeed Brasil;

  • Q, significa Queer, pessoas que não se enquadram em qualquer norma de gênero imposta pela sociedade. Isto é, “se uma pessoa não se considera hétero e/ou cis, ou ainda se entende pertencente a um gênero que foge da binariedade homem/mulher, ela pode se identificar como queer”, de acordo com BuzzFeed Brasil;

  • I, representa as pessoas intersexuais, que nascem com genitálias que não se encaixam nas categorias biológicas típicas do sexo feminino ou masculino;

  • A, acolhe os assexuais. Em outras palavras, pessoas que desenvolvem relações afetivas, sem a necessidade de ter relações sexuais;

  • P, significa pansexual, uma pessoa que sente atração afetiva ou sexual por outras pessoas, independentemente do gênero.

  • +: achou que o plus não tinha significado? Não só tem, como é o único e mais acolhedor de toda a sigla, pois se refere a todas as sexualidades e identidades de gênero que estão por aí. 

Pronto! Realizada a elucidação em relação às letras da sigla, bem como da sua importância enquanto movimento, é hora de partir para os filmes e séries LGBTQIAP+. 

De antemão, é bom esclarecer que não mencionaremos títulos com roteiros que colocam um único personagem LGBTQIAP+ como coadjuvante, sem qualquer aprofundamento, apenas para “cumprir a cota da diversidade”.

Imagem de um casal de mulheres assistindo a um filme juntas. Imagem de um casal de mulheres assistindo a um filme juntas.

Anos 2000, a década precursora de filmes e séries LGBTQIA+

Seriados como "Queer As Folk e The L Word, bem como filmes como “GIA”; “Monster — Desejo Assassino”; “O Segredo de Brokeback Mountain”; “Milk: A Voz da Igualdade”; “Imagine Eu e Você”; “Meninos Não Choram” e “Orações para Bobby” foram revolucionários.

Isto é, por mérito deles, e da pressão social do próprio movimento, roteiristas passaram a ampliar seus campos de visão e, por consequência, produtores a considerarem histórias sobre uma parcela da população que sempre esteve ali, mas não se enxergava no cinema, tampouco na televisão  — o que chamamos de falta de representatividade.

No entanto, justamente por serem produções revolucionárias, algumas delas cometeram alguns deslizes que, nas produções atuais, não são tão recorrentes.

Quais os melhores filmes LGBTQIAP+?

Dito isso, que rufem os tambores porque chegou a hora de listar os filmes e séries LGBTQIA+.

Ao escolher qualquer um dos conteúdos abaixo, a sigla, mencionada no início do texto, tal como as definições das letras e algumas nomenclaturas utilizadas, passarão a fazer mais sentido para você. Vamos lá?

Tomboy (Telecine)

Imagem de divulgação do filme Tomboy. Imagem de divulgação do filme Tomboy.

O título do filme francês “Tomboy”, lançado em 2011, já sugere que vai tirar você da zona de conforto pelo fato de utilizar um termo que se refere a meninas que não imprimem uma feminilidade tradicional.

Escrito e dirigido por Céline Sciamma, o longa-metragem conta a história de Laure, uma garota de 10 anos que, ao ser confundida com um menino, aceita a confusão e passa a se autodenominar Mickaël.

A partir de então, Mickaël começa a viver uma vida dupla, já que sua família não sabe do ocorrido.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (HBO Max)

Homem negro segurando uma criança na água, cena do filme  Sob a Luz do Luar (HBO Max) Homem negro segurando uma criança na água, cena do filme  Sob a Luz do Luar (HBO Max)

Ganhador do Oscar em 2018 de Melhor Filme, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” é, indiscutivelmente, um filme brilhante, que explora as interseções entre questões raciais e queerness. Dirigido por Barry Jenkins e escrito por Tarell Alvin McCraney, é baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue.

A narrativa apresenta três etapas da vida de Chiron, um morador de uma comunidade invisibilizada e vulnerável de Miami, EUA. Além disso, aborda discussões sobre abuso físico e emocional, orientação sexual, bem como crimes e drogas usadas como válvula de escape para uma vida predestinada à precariedade. 

Por fim, na época, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” tornou-se a primeira produção cinematográfica que contou com todo um elenco de pessoas negras.

Desobediência (Telecine)

Imagem de divulgação do filme Desobediência. Imagem de divulgação do filme Desobediência.

O filme “Desobediência” conta a história de Ronit (Rachel Weisz) que, depois de anos morando em Nova Iorque, retorna a Londres, especificamente para a comunidade de judeus ultraortodoxos em que nasceu, para o funeral de seu pai, um respeitado rabino.

Chegando lá, Ronit é rejeitada por parte da comunidade, justamente por questionar os princípios do judaísmo, mas é acolhida por um amigo de infância, interpretado por Alessandro Nivola que, para surpresa de Ronit, está casado com sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams).

Baseado no romance homônimo da romancista Naomi Alderman, o longa foi dirigido por Sebastián Lelio, o mesmo cineasta que escreveu e dirigiu “Uma Mulher Fantástica”.

Uma Mulher Fantástica (Amazon Prime)

Imagem de divulgação do filme Uma Mulher Fanstástica. Imagem de divulgação do filme Uma Mulher Fanstástica.

“Uma Mulher Fantástica” foi o primeiro filme estrelado por uma mulher transexual a ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018. 

Escrito e dirigido por Sebastián Lelio, o longa-metragem é um drama chileno imperdível, que conta a história de Marina (Daniela Vega), uma mulher transexual indiscutivelmente incrível.

Durante o dia, ela trabalha como garçonete e, à noite, canta em bares motivada pelo sonho de ser cantora profissional. 

No entanto, sua vida toma outro rumo após Orlando (Francisco Reyes), seu namorado, morrer de forma inesperada e ela ter que enfrentar a transfobia da família do ex-companheiro.

XXY (Netflix)

Imagem de divulgação do filme XXY. Imagem de divulgação do filme XXY.

“XXY” é um filme hispano-franco-argentino que conta a história de Alex, uma pessoa intersexual. Ou seja, que nasceu com genitálias que não se encaixam nas categorias biológicas típicas do sexo feminino ou masculino. 

Inclusive, o título faz referência à Síndrome de Klinefelter (47, XXY) e Alex representa, no longa, a sigla I do LGBTQIAP+.

Voltando à narrativa, a produção se passa no litoral do Uruguai, onde os pais de Alex a levam com o objetivo de protegê-la de qualquer tipo de preconceito, para que ela possa crescer e, então, escolher sobre suas características sexuais.

Isto é, sem que ela seja submetida a tratamentos hormonais ou cirurgias precoces. No entanto, há algumas reviravoltas no caminho.

Retrato de uma Jovem em Chamas (Telecine)

Imagem de divulgação do filme Retrato de uma Jovem em Chamas. Imagem de divulgação do filme Retrato de uma Jovem em Chamas.

Eis mais uma obra-prima assinada pela cineasta e roteirista francesa, Céline Sciamma, responsável por “Tomboy”. Bem como o filme “Carol”, mencionado nesta lista, “Retrato de uma Jovem em Chamas” é um longa-metragem sem ação, tampouco velocidade, mas repleto de paisagens deslumbrantes e com provocações sobre a relação entre o amor versus liberdade.

Na trama, que se passa na Europa do século 18, Marianne (Noémie Merlant) é uma jovem e promissora pintora que, ao ser contratada pela mãe de Héloïse (Adèle Haenel), depara-se com o desafio de pintá-la sem que Héloïse perceba.

A obra possui destino certo; a mãe de Héloïse enviará o quadro para um pretendente da filha, com o objetivo de convencê-lo a se casar com ela.

Para tanto, Marianne é apresentada para Héloïse como sua dama de companhia e as duas saem diariamente para caminhar pelo litoral francês e realizar atividades cotidianas. A reviravolta está no fato de que as duas, durante um processo mútuo de observação, acabam se apaixonando.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Netflix)

Imagem de divulgação do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Imagem de divulgação do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho.

“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é um filme que comprova o que muitos negam: a qualidade do cinema brasileiro. 

Dirigido, produzido e roteirizado por Daniel Ribeiro, a história aborda dois temas extremamente relevantes: a homossexualidade e a deficiência visual. E faz isso de uma forma emocionante. 

A história gira em torno de Leonardo, um adolescente cego que luta incansavelmente pela sua independência, à medida que enfrenta uma mãe superprotetora e lida com as descobertas da adolescência na companhia de Giovanna e de Gabriel, um novo aluno que chega para estudar na mesma escola que eles.

Em maio de 2015, o filme concorreu na categoria de Melhor Lançamento Limitado, na 26ª edição do GLAAD Media Awards, prêmio dos EUA que homenageia representações justas e inclusivas da comunidade LGBTQIAP+.

Elisa e Marcela (Netflix)

Imagem de divulgação do filme Elisa e Marcela. Imagem de divulgação do filme Elisa e Marcela.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado na Espanha há 16 anos, em 2005. No entanto, em 1901, o país, especialmente a igreja de São Jorge, localizada em Coruña, realizou, acidentalmente, o casamento entre Marcela Gracia Ibeas e Elisa Sánchez Loriga, uma vez que elas se passaram por um casal heterossexual para oficializar o matrimônio.

Essa história foi transformada no longa Elisa e Marcela, escrito e dirigido pela espanhola Isabel Coixet, com base no livro “Elisa y Marcela - Amigas y Amantes”, escrito por Narciso de Gabriel. Entretanto, a real história entre as duas, bem como o que aconteceu com elas após a união é recheado de lacunas; um verdadeiro mistério. 

O que há, além do livro de Narciso de Gabriel, é um filme dramático, romântico, poético e que faz um resgate histórico comprovando que membros da comunidade LGBTQIAP+ sempre existiram. 

Carol (Amazon Prime)

Imagem de divulgação do filme Carol. Imagem de divulgação do filme Carol.

Baseado no livro “The Price of Salt”, de Patricia Highsmith, “Carol” é um filme romântico, sem ser clichê e dramático exatamente quando deve ser. 

Ademais, possui uma característica que foge das produções americanas; apesar de ser uma. É um longa-metragem que, assim como a maioria dos filmes europeus, faz com que você desacelere ao assisti-lo. 

A ambientação é na Nova Iorque dos anos 50 — o que abre brechas para figurinos belíssimos e uma fotografia de encher os olhos — e a história é justamente sobre Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher que está passando por um conturbado processo de divórcio, e Therese Belivet (Rooney Mara), uma jovem que vive uma rotina entediante. Isso até ela conhecer Carol, claro. Mas o resto é spoiler.

Para finalizar, o longa recebeu seis indicações ao Oscar em 2016 e cinco nomeações ao Globo de Ouro no mesmo ano. Ou seja, um filme com esse “currículo” não pode deixar de ser assistido.

Alguém Avisa? (HBO Max)

- -

Nunca houve filmes e séries LGBTQIAP+ do gênero comédia romântica de Natal para quem faz parte do movimento. Ou seja, novamente voltamos ao assunto: falta de representatividade. 

O que predomina nos catálogos de lançamento dessa época do ano são os filmes que contam histórias de pessoas hétero, cis, que se apaixonam de forma inesperada, vulgo “Amor com Data Marcada”, “Um Natal de Descobertas” e “Natal Sob Medida”.

Eis a importância de “Alguém Avisa?”, dirigido por Clea DuVall e lançado em 2020. O filme é romântico, engraçado e dramático em alguns momentos ao tocar em pontos que pessoas não heterossexuais podem se identificar.

A história acompanha as namoradas Harper (Mackenzie Davis) e Abby (Kristen Stewart), que decidem passar o feriado natalino com a família de Harper. Entretanto, chegando lá, Abby descobre que Harper ainda não se assumiu para os pais, com medo de sofrer rejeição. 

E aí, como você acha que Abby vai se comportar ao saber que, para os pais de sua namorada, ela é apenas uma amiga?

Um Crush para o Natal (Netflix)

- -

“Um Crush para o Natal” ou “Single All the Way” também cumpre o papel de comédia romântica natalina que preza pela representatividade. Lançado em 2021, o filme foi dirigido por Michael Mayer e escrito por Chad Hodge. 

A narrativa acompanha a história de Peter (Michael Urie) que, na tentativa de evitar o julgamento de sua família sobre seu status de solteiro, convence seu melhor amigo Nick 

(Philemon Chambers) a fingir que é seu namorado durante o Natal. 

O problema é que a mãe de Peter, interpretada por Kathy Najimy, a eterna Mary Sanderson de Abracadabra, com o objetivo de terminar com a solteirice do filho, o coloca em um encontro às cegas com James (Luke Macfarlane). E aí, será que o plano dá certo?

3 Relíquias, Filmes do Cinema com temática LGBTQIA+

Quais as melhores séries LGBTQIAP+?

Killing Eve: Dupla Obsessão (Globoplay)

- -

Impossível não falar de conteúdo LGBTQIAP+ sem mencionar “Killing Eve”. Assim como é uma tarefa árdua mencionar a série sem dar spoilers. Entretanto, challenge accepted

No momento em que a série britânica foi lançada, em 2018, tanto o público quanto os críticos sabiam que a obra acumularia inúmeros prêmios — e eles estavam certos. Afinal, tratava-se de uma criação da genial Phoebe Waller-Bridge, responsável por “Fleabag”. O que eles não sabiam é que o elenco entregaria interpretações igualmente geniais.

Baseada no livro Villanelle, escrito por Luke Jennings, “Killing Eve” acompanha a história de Eve Polastri (Sandra Oh), uma investigadora da agência britânica de inteligência (MI6), que é encubida de identificar e capturar uma assassina extremamente habilidosa, chamada Villanelle (Jodie Comer). 

Até aí, tudo certo, não é mesmo? No entanto, o que torna a série extremamente envolvente é o jogo que se estabelece entre as duas, a partir do momento em que Villanelle acaba criando uma obsessão por Eve, assim como Eve pela assassina. 

E aí você pode se perguntar: o que há de LQBTQIAP+ nessa narrativa? Além de Villanelle ser uma personagem abertamente bissexual, a tensão sexual entre ela e Eve pode ser cortada com uma faca — entendeu?

Em 2022, a quarta e última temporada da série vai ao ar pela BBC América, e você poderá acompanhá-la pelo Globoplay. Ainda não se convenceu de assistir “Killing Eve”? Segue a lista de prêmios, sem mencionar as indicações: 

  • Globo de Ouro em 2018 de Melhor Atriz em Série Dramática para Sandra Oh;

  • SAG Awards 2018 de Melhor Atriz em Série Dramática para Sandra Oh;

  • Emmy em 2019 de Melhor Atriz em Série Dramática para Jodie Comer;

  • BAFTA de 2019 de Melhor Série Dramática para Killing Eve;

  • BAFTA 2019 de Melhor Atriz para Jodie Comer;

  • BAFTA 2019 de Melhor Atriz Coadjuvante para Fiona Shaw.

La Casa de Las Flores (Netflix)

Imagem de divulgação da série La Casa de Las Flores. Imagem de divulgação da série La Casa de Las Flores.

A série “La Casa de Las Flores'' é um tesouro latino-americano escondido na Netflix. Isso porque o roteiro nasceu em oposição aos “dramalhões” mexicanos que estamos acostumados a assistir, devido à mente audaciosa do diretor e roteirista Manolo Caro. 

Ou seja, é uma produção que aborda questões, como homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, bem como homofobia internalizada — preconceito com si mesmo —, e faz isso utilizando artifícios de um humor crítico admirável.

Logo no início, você compreende que a família De La Mora não se configura como convencional, por maiores que sejam os esforços da matriarca, Virginia De La Mora, frente à classe alta mexicana. 

Até o momento, a série possui três temporadas, um episódio especial e um filme chamado “La Casa de las Flores, o Filme''. 

Feel Good (Netflix)

- -

“Feel Good'' também é uma obra prima escondida no acervo infinito da Netflix. Com apenas duas temporadas, a série britânica, lançada em 2020, aborda temas profundos, com extrema responsabilidade, mas sem perder a leveza. 

Durante a narrativa, Mae Martin, uma comediante canadense, se apaixona por George, interpretada por Charlotte Ritchie, que identifica-se como bisexual. Elas imediatamente se envolvem, o que faz o espectador pensar que o seriado trata-se de uma comédia romântica.

Entretanto, conforme a história evolui, “Feel Good'' torna-se uma comédia dramática extremamente realista. Isso porque Mae, ao mesmo tempo em que tenta compreender sua identidade de gênero, manter seu trabalho como comediante e seu relacionamento com George, precisa enfrentar um problema do passado: o uso prejudicial e abusivo de drogas.

A série foi criada e estrelada por Mae Martin, em conjunto com Joe Hampson, e possui um elenco de peso, incluindo Lisa Kudrow, a eterna Phoebe Buffay de Friends.

The L Word: Generation Q (Amazon Prime)

Imagem de divulgação da série The L World: Generation Q. Imagem de divulgação da série The L World: Generation Q.

Anteriormente mencionamos um seriado que esteve no ar entre 2004 e 2009, chamado “The L Word”, lembra? De fato, a produção foi precursora em inúmeros aspectos, demonstrando as angústias e os fatos cotidianos do público lésbico e bissexual. 

No entanto, se ela for assistida agora, 12 anos depois de sua temporada final, é perceptível que alguns descuidos foram cometidos na época, principalmente em relação à falta de representatividade trans.

À vista disso, parte do elenco original, como Jennifer Beals, Katherine Moennig e Leisha Hailey, juntou-se a outros artistas em 2020 para lançar “The L Word: Generation Q”, uma espécie de sequência de “The L Word”. O seriado teve apenas uma temporada, mas a 2ª já está renovada para 2021.

Pose (Netflix)

Imagem de divulgação da série Pose. Imagem de divulgação da série Pose.

É difícil dizer se “Pose” é uma série ou um belíssimo espetáculo. Assim sendo, é uma série espetacular, criada pelo nada convencional Ryan Murphy, com o maior elenco trans da história da televisão. De acordo com o portal GZH, são mais de 50 pessoas, na frente e atrás das câmeras, envolvidas na produção.

O enredo é conduzido por Blanca, mulher transgênero que acolhe jovens LGBTQIAP+ que foram expulsos de casa ao assumirem sua orientação sexual ou identidade de gênero. Ademais, o seriado mostra como funcionavam as Ballrooms que, na Nova Iorque dos anos 1980, eram espaços de acolhimento para essas pessoas que viviam às margens da sociedade. 

“Pose” fechou sua produção de sucesso com três temporadas e você pode acompanhá-las na Netflix. Ademais, vale mencionar que Billy Porter recebeu, em 2019, o Emmy como Melhor Ator em Série Dramática.

Veneno (HBO Max)

- -

Ousaremos dizer que “Veneno” foi a grande estrela de 2020. Lançada em março de 2019 pelo canal Atresplayer Premium, chegou no Brasil em novembro de 2020 pelo HBO Max. A minissérie espanhola conta a história da atriz, cantora e modelo trans Cristina Ortiz Rodríguez (1964-2016), conhecida como La Veneno.

Composta por uma temporada de oito episódios, foi criada por Javier Calvo, Javier Ambrossi (Los Javis), com base na biografia ¡Digo! Ni puta ni santa: Las memorias de La Veneno. 

No papel de La Veneno, foram escolhidas duas mulheres trans para interpretá-la, Daniela Santiago e Isabel Torres, movimento que rendeu críticas positivas do público LGBTQIAP+.

O grandioso trabalho de Los Javis, que só foi possível com a existência inspiradora de La Veneno, aumentou o número de assinantes do Atresplayer Premium em 42%. “Há quem diga que Cristina se tornou uma ativista LGBTQIAP+ sem intenção. A sua existência era o seu trabalho ativista, movido pela resistência de ser sempre quem queria ser”, afirma o site Shifter.

Sense8 (Netflix)

Imagem de divulgação da série Sense8. Imagem de divulgação da série Sense8.

Não há como começar a falar de “Sense8” sem mencionar que é um seriado criado pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski, responsáveis por “Matrix”, um filme que dispensa apresentações. No entanto, na época, elas ainda não haviam realizado a transição de gênero e eram conhecidas como Andy e Larry Wachowski. 

Dito isso, você já deve ter sacado que “Sense8” se trata de ficção científica, afinal, é o que se espera das mentes brilhantes das Wachowski. 

E o seriado não deixa a desejar ao contar a história de oito desconhecidos, de diferentes partes do mundo, que estão mental e emocionalmente conectados. Loucura, não é mesmo? Imperdível também.

Special (Netflix)

Imagem de divulgação da série Special. Imagem de divulgação da série Special.

É uma série de comédia que acompanha a vida do carismático Ryan O'Connell, um homem gay que possui leve paralisia cerebral e resolve sair em busca de autonomia em diferentes âmbitos da vida.

Ao longo do caminho, em direção à vida adulta, Ryan aprende a amar a si mesmo e se mostra capaz de viver uma vida plena. E a gente, do outro lado da tela, aprende a amá-lo e fica pensando no quão divertido seria tê-lo como amigo — ou namorado.

O que deixa tudo ainda mais especial é que “Special" é uma série que, de certa forma, é autobiográfica. Ou seja, Ryan O'Connell estrela, escreve e atua como produtor executivo, baseando o roteiro no livro “I’m Special: And Other Lies We Tell Ourselves”, de sua autoria.

Looking (HBO Max)

- -

Também conhecida como a “versão gay de Sex and The City”, a série “Looking”, lançada em 2014, teve apenas duas temporadas, mas a curta duração não foi um problema para que vários meninos gays se sentissem representados pela série. 

Por consequência, ela foi um conteúdo midiático que conquistou inúmeros fãs, e boa parte dos adoradores de “Looking” a consideram um divisor de águas em suas vidas pessoais.

Entretanto, na segunda temporada, o público recebeu a notícia de que a HBO iria interromper a produção de “Looking”. 

Logo, a audiência não poderia acompanhar um fechamento na história, tanto amorosa quanto de trabalho, dos amigos Patrick (Jonathan Groff), Agustín (Frankie J. Alvarez) e Dom (Murray Bartllet), moradores de São Francisco, nos EUA. 

Como uma tentativa de sanar o descaso com a série, a solução encontrada pela HBO foi a produção de um filme, dirigido por Andrew Haigh, intitulado “Looking: O Filme", que foi ao ar em junho de 2016 e pode ser assistido pela HBO Max. 

A narrativa acompanha Patrick que, ao retornar a São Francisco para o casamento de Agustín e Eddie, acaba encontrando o que sempre esteve procurando (referência ao título “Looking”). 

Grace and Frankie (Netflix)

Imagem de divulgação da série Grace and Frankie. Imagem de divulgação da série Grace and Frankie.

É uma série produzida por Marta Kauffman, uma das criadoras do sitcom mais conhecido de todos os tempos: “Friends”. 

Ademais, possui um elenco de peso, bem como um dos roteiros mais originais vistos por aí. Ou seja, que retrata, sem tabus e com muito bom-humor, os conflitos da terceira idade.

Entretanto, o maior enfrentamento da série, também o que a faz estar nesta lista, é o fato de que, depois de anos de casamento, os maridos de Grace e Frankie pedem divórcio para se casarem um com o outro. 

Por fim, vale mencionar que Lily Tomlin (Frankie) é lésbica na vida real, casada com a escritora, diretora e produtora americana Jane Wagner, há mais de 50 anos.

Documentários LGBTQIAP+ da Netflix

Caso você prefira documentários ao invés de filmes e séries LGBTQIAP+, separamos alguns títulos e stand-up que você não pode deixar de assistir: 

  • Laerte-se;

  • A Morte e Vida de Marsha P. Johnson;

  • Pray Away;

  • Hannah Gadsby: Nanette;

  • TIG;

  • Wanda Sykes: Not Normal.

Por fim, todos os filmes e séries LGBTQIAP+ citados neste conteúdo estão disponíveis nas principais plataformas de streaming do mercado. E, o melhor, você pode assiná-los através da Vivo. 

Ou seja, se você possui um plano móvel e ficou interessado em assistir um dos conteúdos citados nesta lista, basta acessar a Vivo App Store e baixar, com benefícios especiais, os serviços de streaming de maneira avulsa:

Já se você quiser up no seu pós, a dica é escolher e assinar um dos planos Vivo Selfie. Além de todas as vantagens de um pacote pós-pago da vivo, você ganha internet para gastar como quiser, mais conexão exclusiva para assistir seu streaming favorito, como:

Agora é só escolher seu plano Vivo e preparar a pipoca. 

Até breve! 

Leia também: