13.04.21

Economia compartilhada: o que é e como se beneficiar

Esse comportamento de consumo colaborativo se consolida com a tecnologia e só deve crescer. Entenda como funciona a economia compartilhada.

Não é de hoje que os consumidores estão apresentando perfis mais reflexivos na hora de comprar. E a tecnologia, com a popularização dos smartphones conectados e diversos aplicativos sendo criados, tem papel determinante em uma mudança de comportamento global. Estamos falando da economia compartilhada, uma nova posição ligada ao consumo, baseada no acesso aos serviços, tornando dispensável a aquisição de bens. Na prática, é a descoberta de que é possível ter menos no que diz respeito à posse, porém ter mais acesso a novas experiências. Vamos entender melhor.

Difundido principalmente entre os públicos mais jovens, o consumo consciente vem sendo um impulsionador desse setor. A economia compartilhada está presente em muitas esferas das nossas vidas. Quer exemplos bem práticos?

Em circulação

Se antes roupas e brinquedos usados ficavam esquecidos no fundo dos armários, agora se tornaram produtos importantes na cadeia dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Coisas que não servem mais viraram moeda de troca e todo mundo entendeu que pode vender, comprar mais barato e fazer os objetos que estão em bom estado girarem. Prova disso é que os sites de compra, venda e troca de usados estão mais fortes que nunca. Vide os gigantes Enjoei, OLX, Mercado Livre e tantos brechós e sebos online.

Ecommerce de brechó

Repensar e economizar

Na mesma direção, seguindo a tendência da economia compartilhada, o mercado automotivo está percebendo fortes transformações. O velho sonho de consumo do carro deu espaço para uma mentalidade mais racional e econômica. Dependendo da necessidade e do uso, em vez de comprar um automóvel, corridas por aplicativos podem ser mais vantajosas. Você não precisa fazer um enorme investimento com a compra nem gastar com combustível, seguro, impostos, manutenção e todos os demais custos que um carro demanda. 

Quando precisar de transporte privado por um período maior, é só alugar um automóvel. Para o dia a dia, um Uber é uma ótima saída. Ou mesmo uma bicicleta, que você pode retirar em um ponto fixo da cidade e devolver em outro.

O negócio é tão lucrativo e tem tanta procura que até os imóveis entraram nessa onda da economia compartilhada. Desfrutar de uma casa com piscina e uma bela vista na praia nunca foi tão fácil. Pelo Airbnb, por exemplo, você aluga um imóvel para uma curtíssima temporada, onde quiser, escolhendo quanto pode gastar, ganhando em privacidade se comparado com hotel e abrindo um leque de opções variadíssimas pelo mundo inteiro.

Smartwatch

O trabalho não precisa ser solitário

A economia compartilhada chegou ainda no campo do trabalho: as empresas estão desapegando de suas sedes próprias e alugando espaços coletivos. Os coworkings, espaços de trabalho compartilhados, cresceram ainda mais com a pandemia e a confirmação de que o home office pode dar certo. Para se ter uma ideia, a americana WeWork já tem mais de um milhão de estações em 150 cidades do mundo.

Já parou para pensar que até mesmo o WhatsApp veio com a proposta da economia compartilhada? Ele ganhou espaço quando as tarifas de telefonia eram altas e o aplicativo ofereceu gratuidade. Todo mundo aderiu!

Você pode compartilhar um plano com sua família incluindo benefícios e apps, veja como.

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Por fim, além das vantagens do consumo consciente, a economia compartilhada proporciona a garantia da entrega de serviços de qualidade, pois os prestadores são avaliados o tempo todo e recebem elogios e críticas por meio de comentários e notas online, interferindo na escolha de compra do próximo cliente. Nesse sentido, sempre farão o máximo para manter a boa reputação.

Também entra como ponto positivo a facilidade de comunicação entre o fornecedor e o usuário, eliminando a necessidade de intermediários. Por meio de aplicativos e plataformas especializadas, o negócio é fechado na hora.

A conclusão é que a economia compartilhada se apresenta como uma solução interessante para todos os lados e já conquistou seu espaço em vários mercados. A perspectiva é que com o avanço da tecnologia, esse segmento se consolide ainda mais. As opções não param de aumentar e nós só temos a ganhar - e economizar.

Veja 8 apps que incentivam a economia compartilhada

Airbnb

A plataforma online mais conhecida no quesito aluguel para curta temporada é avaliada em mais de US$ 100 bilhões. Lançada em 2008, revolucionou a indústria de hotelaria, oferecendo aluguel de casas de estranhos. Hoje é a mais popular e oferece opções de hospedagem em mais de 220 países pelo mundo.

Uber

 A startup gigante do transporte compartilhado já causou muita polêmica e se consolidou de vez dentro da economia compartilhada. A proposta é oferecer alternativas mais em conta aos táxis tradicionais. E fez muita gente refazer as contas e se perguntar se realmente valia a pena ter os gastos com um carro próprio.

iFood

Líder no segmento de delivery em alimentação, permite que você faça pedidos em uma infinidade de restaurantes, bares, lanchonetes e estabelecimentos cadastrados. Uma sacada genial que permite às empresas alcançarem clientes nunca antes imaginados e que os consumidores tenham opções de compra das mais variadas, isso com toda a comodidade.

Tembici

Depois da retirada da Yellow do Brasil, a Tembici, empresa especializada em bicicletas compartilhadas, ganhou ainda mais força. Ela é a responsável pelas bikes do app do Itaú.

Scoo

Oferece aluguel de patinetes e bikes em diversos pontos fixos com capacetes. A retirada é bem simples, com acesso via QR Code, bastando apontar a câmera do celular para acessar e desbloquear o equipamento escolhido.

Tem Açúcar?

A plataforma facilita o compartilhamento de coisas entre vizinhos, que vão desde furadeira e ferramentas até a tradicional xícara de açúcar.

Netflix

Esse e os demais streamings são meios de economia compartilhada extremamente difundidos, com a facilidade de acessar sua conta de qualquer aparelho conectado e ainda poder dividi-la com mais de uma pessoa simultaneamente. Conheça o plano Vivo Fibra com Netflix

Mercado Livre

A empresa argentina de tecnologia funciona como um verdadeiro marketplace, uma vitrine de produtos para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar e enviar por meio da plataforma.

 E você sabia que dá para compartilhar até mesmo a internet do seu computador ou do seu celular

Você consegue compartilhar a Internet Vivo com seus amigos, enviar ou pedir dados, além de verificar o histórico no app Meu Vivo. Os serviços de compartilhamento são gratuitos, é possível compartilhar a partir de 50 Mega com quantos amigos quiser e vocês podem usar a internet até 23h59 do dia seguinte.