No último ano aconteceram muitas mudanças no dia a dia, até na forma de estudar e trabalhar. E uma das transformações importantes ocorreu no setor de educação, com a adoção do ensino híbrido, que vem substituindo temporariamente o método 100% presencial. 
 
Esse novo formato foi popularizado durante a pandemia. Trata-se de uma solução às restrições impostas para o combate ao Coronavírus, tais como o próprio distanciamento social e a capacidade reduzida de alunos por sala.
 
Na prática, o sistema mescla aulas presenciais e remotas, utilizando o melhor dos dois mundos, para que o aprendizado continue com o mesmo padrão de qualidade, independentemente da sala em que acontece. 
 
Em menor escala, isso já acontecia anteriormente aqui no Brasil, mas era mais focado em atividades extras fornecidas por meio de um espaço virtual para o aluno. Neste novo contexto, porém, foi necessário expandir para englobar de forma completa os estudantes e as matérias.
 
Assim sendo, o ensino híbrido não é apenas a migração de uma classe física para um ambiente online. O que existe é uma outra maneira de aprender, utilizando novos métodos e tecnologias que consigam chamar a atenção de estudantes do infantil até o ensino médio.
 
Para explicar de forma mais clara esse novo caminho que o sistema educacional está seguindo, neste artigo, você verá:
  • O que é ensino híbrido?
  • Ensino híbrido: como funciona na prática?
  • Ensino híbrido requer uma estrutura em casa.
  • Saiba como se adequar.
  • A hora da escolha: ir ou não à escola presencial em tempos de pandemia
  • Mudanças no setor da educação no Brasil e no mundo
  • Ensino híbrido é uma tendência passageira ou veio para ficar?

O que é ensino híbrido?

Enquanto o ensino tradicional aposta em alunos e professores na sala de aula, o ensino a distância, ou EAD, une educação e tecnologia visando à oportunidade do aprendizado sem limitações geográficas.

Imagem de menino estudando com notebook e tablet

Por sua vez, o ensino híbrido consiste em alternar dias com aulas presenciais e via internet. Mas, mais do que isso, é uma oportunidade de unir o que já se sabe que funciona dentro da educação clássica e inovações do mundo digital. 

Nesse formato, os alunos recebem o acesso ao material digitalizado e têm aulas via chamadas de vídeo com os professores. Além disso, as demais atividades devem funcionar como antes: plantões de dúvida com docentes em horários marcados e exercícios disponibilizados em um espaço virtual destinado ao aluno.

Uma das grandes vantagens do ensino híbrido frente ao 100% remoto é o fato de ter ainda períodos em que alunos e professores se encontram fisicamente. Encontros como esses estimulam habilidades socioemocionais, especialmente importantes para estudantes do do ensino infantil e fundamental. 

Aliás, 44% dos educadores brasileiros acreditam que o futuro da educação será o ensino híbrido, como indica uma pesquisa divulgada pelo Instituto Península.

Por outro lado, é preciso entender, também, que esse estudo online demanda mais concentração do aluno que está exposto a inúmeras distrações no computador conectado à Internet.

Em outras palavras, há prós e contras, mas entender melhor como funciona esse modelo e quais suas particularidades pode ajudar a potencializar o ensino.

Ensino Híbrido: como funciona na prática?

Assim como no ensino presencial, a forma de ensinar muda a cada etapa do ensino: infantil, fundamental e médio. Para o modelo híbrido, isso não é diferente. 

Quanto mais novos os alunos, mais necessário é trazer recursos interativos que chamem a atenção da criança e evite que ela se perca durante a aula. Nesse sentido, é um grande desafio contar com a participação de todos os estudantes, o que pode exigir adaptações.

Como exemplo, uma redução no tamanho da turma torna possível que o professor dê mais atenção a cada aluno. Ou, ainda, em alguns casos, o início da adaptação ao ensino híbrido pode requerer um acompanhamento mais próximo dos pais ou responsáveis.

Imagem de homem ajudando menino com a lição de casa

Sob o mesmo ponto de vista, estudantes mais velhos, como os do Ensino Médio, já encontram mais facilidade em se adequar, pois a internet é uma poderosa aliada de pesquisa (e era muito utilizada mesmo antes da pandemia). 

O fato de novidades como podcasts serem incluídas no aprendizado é positivo, pois mantém o interesse do adolescente. E, além disso, a maior autonomia que esse modelo oferece também é atrativa para esses estudantes. 

Sobretudo, vale lembrar que tanto as crianças como os jovens já nasceram conectados. Ou seja, eles estão bastante familiarizados com a internet e o ambiente digital como um todo, por vezes até mais do que professores e pais. 

Então, o que resta é muito mais no sentido de guiar os estudantes pelas infinitas possibilidades virtuais e aproveitar os benefícios que ela traz para educação, como a oportunidade de fazer visitas online a museus e lugares históricos. 

Por fim, as próprias tecnologias imersivas, como Realidade Aumentada e Realidade Virtual, irão ganhar a vez trazendo mais estímulos visuais para auxiliar na sala de aula presencial ou online.

Para estudar parte do tempo em casa de forma a não prejudicar a qualidade do aprendizado, é importante montar uma certa estrutura

Assim como no momento de realizar tarefas, o estudante vai precisar de um local arejado, claro e silencioso para conseguir assistir à aula e participar dela. Afinal, no ensino híbrido, a participação muitas vezes é uma das formas de avaliação e também de manter o engajamento dos alunos. 

Outro ponto de atenção é que a altura da cadeira e da escrivaninha seja a ideal para cada pessoa, a fim de não causar dores e problemas posturais.

Quanto à estrutura tecnológica, é preciso contar com um equipamento, como computador ou tablet, que você pode encontrar na Loja Vivo, para acessar as aulas e materiais. Normalmente, as escolas irão disponibilizar um espaço em nuvem no qual todo o conteúdo e as atividades serão armazenadas, além de  facilitar o acompanhamento da evolução do aluno.

Agora, acima de tudo, é crucial garantir uma boa conexão à internet, como a Vivo Fibra. A conectividade nunca foi tão importante quanto agora no segmento. E, neste cenário de ensino híbrido, ela é peça central e chega até mesmo a ser a diferença entre uma boa e má experiência na aula online

Assim, a conexão escolhida deve ser estável e ter capacidade o suficiente para suportar o streaming das aulas. Caso mais pessoas utilizem a rede ao mesmo tempo, isso precisa ser levado em consideração na hora de escolher o plano de velocidade.

Saiba mais

A hora da escolha: ir ou não à escola presencial em tempos de pandemia

Com o cenário conturbado em que vivemos hoje, é difícil definir uma regra que valha para todos. Enquanto muitas escolas permanecem no modelo remoto, algumas já funcionam com capacidade parcial.

Nesse momento, o ideal é que a família entenda, dentro da sua situação, o que é ou não possível, inclusive considerando o contato do estudante com familiares que fazem parte dos grupos de risco, bem como seu estado emocional. Caso o aluno tenha alguma comorbidade, é aconselhável priorizar o ensino remoto.

Imagem de idoso ajudando menina com a lição de casa
Além disso, um relacionamento transparente entre instituição escolar, professores, pais e alunos é crucial tanto para entender o que está sendo oferecido quanto para tirar dúvidas sobre os cuidados que estão sendo tomados para um retorno seguro.

É claro que existem algumas questões de segurança que já são recomendadas. Entre elas, estão:
  • Permanecer o distanciamento mínimo de 1,5 m entre carteiras
  • As salas de aula devem ser bem ventiladas com janelas e portas abertas
  • Bebedouros só devem ser utilizados para encher copos e garrafas. O uso direto deve ser vetado
  • Alunos, professores e toda a equipe presente devem permanecer de máscara durante o período que ficarem na escola, levando entre 2 e 3 máscaras extras para trocar ao longo do dia
  • Na hora de lanchar, levar o próprio alimento, higienizar as mãos antes e depois de comer e trocar a máscara em seguida

Além disso, a própria escola deve se responsabilizar pela higienização constante do ambiente e dos materiais utilizados. 

Lembre-se que grande parte dos colégios estão oferecendo alternativas para que aluno e família estejam confortáveis e seguros com a opção escolhida. Então, vale conversar antes de tomar a decisão.

Mudanças no setor da educação no Brasil e no mundo

Pode parecer que rapidamente foram criados novos métodos e diversas inovações tecnológicas para driblar os efeitos da pandemia. Isso não deixa de ser verdade, mas muita dessa “digitalização” do modo de viver já estava a caminho tanto aqui no Brasil quanto no exterior.

Só para exemplificar, as escolas públicas dos Emirados Árabes Unidos já possuíam o que eles chamavam de um “sistema inteligente de educação” há três anos. Ou seja, os alunos podiam continuar com suas aulas, mesmo enquanto viajavam. 

Já por aqui, era a modalidade a distância que vinha crescendo há algum tempo, principalmente no Ensino Superior. Aliás, o número de novos alunos em cursos de graduação remotos aumentou quase 5 vezes em 10 anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

De qualquer forma, mesmo as instituições escolares mais preparadas ainda precisaram se adaptar à realidade imposta pela pandemia. Tanto que a UNESCO estima que a interrupção da educação afetou 1,57 bilhão de estudantes em 191 países. 

E é claro que isso se reflete também nos estudantes e familiares que tiveram que se adequar ao novo cenário com mais tempo em casa e aulas no modelo de ensino híbrido.

Ensino híbrido é uma tendência passageira ou veio para ficar?

Ainda é cedo para definir com certeza que o ensino híbrido irá substituir o modelo presencial. Porém, a adoção de novos formatos como esse agrega muito para crianças e jovens aprenderem a ser mais flexíveis e terem autonomia nos estudos. 
 
Em outras palavras, é possível até dizer que essa mudança de cenário pode prepará-los melhor para o futuro. Aliás, como mostramos, muitos educadores acreditam que essa é a evolução que deve guiar o sistema de ensino brasileiro nos próximos anos.
 
Mas, para que isso aconteça, é preciso que as instituições escolares sigam se atualizando, não apenas na estrutura tecnológica, como no sentido pedagógico. Afinal, não basta transferir a mesma aula que acontecia na classe presencial para um ambiente virtual. 
 
É preciso inovar nos métodos utilizados na educação para que cada vez mais a união entre tecnologia e ensino colabore para um desenvolvimento multidisciplinar dos jovens.Inclusive, a McKinsey & Company realizou um webinar sobre as perspectivas para o sistema educacional mundial e deixou algumas dicas de ouro para as escolas. Entre elas, estão:
  • ser inclusivo nesse novo modelo de educação e se preparar para ministrar aulas para alunos com pouco ou nenhum acesso à Internet
  • ter pesquisas de satisfação regulares com alunos, professores e pais a fim de entender o que está funcionando e o que precisa ser ajustado
  • ter foco na saúde e bem-estar dos estudantes e suas famílias, na experiência do corpo docente e equipe

Por fim, o ensino híbrido é uma grande oportunidade de revolucionar a educação e potencializar o aprendizado. Mas é, também, um esforço conjunto dos educadores, pais, alunos e dos próprios colégios em querer construir esse novo futuro.

No entanto, o ensino híbrido não funciona se não houver equipamentos adequados, não é mesmo? Lá na Vivo você pode encontrar tablets ou celulares de nova geração, que são bastante recomendados para os estudos! Confira as nossas ofertas!

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