Desde que a pandemia começou, em 2020, o nosso dia a dia se transformou. Diversas atividades que fazíamos normalmente foram modificadas para reduzir o contato físico e, consequentemente, assegurar maior proteção. 

Uma delas foi a forma de estudar. As escolas precisaram substituir as lousas por computadores, o que mexeu com a rotina de professores e alunos.

Com o passar do tempo, o modelo híbrido, que mescla encontros físicos e virtuais, foi ganhando mais espaço. Trata-se de uma resposta à nova era que estamos vivendo. Na prática, o formato busca aproveitar o melhor dos dois mundos, garantindo o mesmo padrão de qualidade.

Tal configuração, aliás, já existia anteriormente no Brasil, só que em menor escala — era mais focado em atividades extras. Nesse novo contexto, porém, foi necessário expandi-lo e remodelá-lo. Isso porque migrar as classes físicas para um ambiente online não é suficiente. É preciso propor algo consistente, com novos métodos e tecnologias.

Quer saber mais sobre o Ensino Híbrido? Siga conosco neste artigo!

Imagem de menino estudando com notebook e tablet Imagem de menino estudando com notebook e tablet

O que é ensino híbrido?

Enquanto o ensino presencial aposta em alunos e professores obrigatoriamente na sala de aula, o digital dispensa essa necessidade. O aprendizado é todo mediado pela tecnologia, impactando pessoas independentemente da localidade. 

O Ensino Híbrido, entretanto, alterna aulas presenciais e virtuais. É uma oportunidade de unir o que funciona dentro da educação clássica às inovações do mundo digital. 

Segundo a revista Nova Escola, uma das mais conceituadas do setor, trata-se de uma das maiores tendências da educação no século 21 devido ao seu potencial de ativar o protagonismo dos estudantes.

Nesse formato, os alunos têm acesso ao material digitalizado e participam de aulas via chamadas de vídeo com os professores. Além disso, as demais atividades se mantêm, tais como plantões de dúvidas com docentes em horários marcados e exercícios disponibilizados em um espaço virtual.

Uma das grandes vantagens do Ensino Híbrido frente ao 100% remoto é o fato de ter ainda períodos em que estudantes e professores se encontram fisicamente. Oportunidades como essas estimulam habilidades socioemocionais, especialmente importantes para integrantes dos ensinos infantil e fundamental. 

Esse é um dos motivos, aliás, que faz o modelo ser bem-visto por educadores e familiares. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Península, 44% dos docentes acreditam que é o futuro do setor. 

Imagem de homem ajudando menino com a lição de casa Imagem de homem ajudando menino com a lição de casa

Ensino Híbrido: como funciona na prática?

Assim como no Ensino Presencial, a forma de ensinar muda a cada etapa do processo de aprendizagem:

  • Infantil;

  • Fundamental;

  • Médio.

Quanto mais novos os alunos, mais necessário é trazer recursos interativos que chamem a atenção da criança e evite que ela se perca durante a aula. Nesse sentido, é um grande desafio contar com a participação de todos os estudantes, o que pode exigir adaptações.

Como exemplo, uma redução no tamanho da turma torna possível que o professor dê mais atenção a cada aluno. Ou, ainda, em alguns casos, o início da adaptação ao ensino híbrido pode requerer um acompanhamento mais próximo dos pais ou responsáveis.

Sob o mesmo ponto de vista, estudantes mais velhos, como os do Ensino Médio, já encontram mais facilidade em se adequar, pois a internet é uma poderosa aliada de pesquisa (e era muito utilizada mesmo antes da pandemia). 

É possível utilizar formatos que já pertencem ao universo dos jovens, como podcasts, que contribuem para manter o interesse do adolescente. Além disso, a maior autonomia que esse modelo garante também é um diferencial.

Sobretudo, vale lembrar que tanto as crianças como os jovens já nasceram conectados. Ou seja, eles estão bastante familiarizados com a internet e o ambiente digital como um todo, por vezes até mais do que educadores e pais. 

Então, o que resta é muito mais no sentido de guiar os estudantes pelas infinitas possibilidades virtuais e aproveitar os benefícios que ela traz para educação, como a oportunidade de fazer visitas online a museus e lugares históricos. 

Por fim, as próprias tecnologias imersivas, como Realidade Aumentada e Realidade Virtual, irão ganhar a vez, trazendo mais estímulos visuais para auxiliar na sala de aula presencial ou online.

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Quais os tipos de Ensino Híbrido?

Existem diversos modelos, cada um com características específicas. Apresentamos os principais a seguir:

Sala de aula invertida

Neste formato, o material é enviado previamente para os alunos, podendo ser em vídeo ou físico. Os estudantes desbravam o conteúdo e se preparam para o encontro com os professores.

Dessa forma, já sabem melhor sobre os temas que serão abordados. Ou seja, utilizam o espaço coletivo para debater, tirar dúvidas e resolver possíveis atividades.

Laboratório rotacional

As turmas são divididas em dois grupos. Enquanto um é enviado ao laboratório, com o conteúdo que será visto, o outro fica com o professor em sala de aula. 

Assim, ambas as equipes podem aprender de forma autônoma e ainda interagir com colegas e docentes.

Rotação por estações

As salas são organizadas em estações de aprendizagem, uma vez que há objetivos diferentes. Os alunos participam de tais grupos, em esquema de rodízio. Todo o processo de aprendizagem é mediado pelos educadores, colocando os estudantes no centro.

Rotação individual

Os docentes desenvolvem roteiros personalizados, de acordo com as necessidades de cada indivíduo. 

Como há demandas semelhantes, é possível preparar um grupo de atividades e tarefas a serem distribuídas entre os diferentes perfis. 

Além disso, os professores ainda propõem diversas ferramentas, físicas e online, para encontrar as mais adequadas.

Flex

As turmas recebem roteiros de estudos através de uma plataforma digital, tendo o apoio de docentes ou tutores. Em outra parte do tempo, fazem atividades individuais ou coletivas.

À la carte

Cada indivíduo recebe os objetivos de aprendizagem que deve conquistar ao longo do ano. A partir disso, todos se tornam responsáveis pela organização dos estudos, com foco nas metas traçadas. É uma maneira efetiva de dar autonomia às turmas.

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Mão auxiliando o filho ao estudar em casa no notebook. Mão auxiliando o filho ao estudar em casa no notebook.

Como se adequar ao Ensino Híbrido

Para estudar parte do tempo em casa de forma a não prejudicar a qualidade do aprendizado, é importante montar uma certa estrutura.

Assim como no momento de realizar tarefas, o estudante vai precisar de um local arejado, claro e silencioso para conseguir assistir à aula e participar dela. 

Afinal, no Ensino Híbrido, a participação muitas vezes é uma das formas de avaliação e também de manter o engajamento dos alunos. 

Outro ponto de atenção é que a altura da cadeira e da escrivaninha seja a ideal para cada pessoa, a fim de não causar dores e problemas posturais.

Quanto à estrutura tecnológica, é preciso contar com um equipamento, como computador ou tablet, que você pode encontrar no Vivo Shopping, para acessar as aulas e materiais. 

Normalmente, as escolas irão disponibilizar um espaço em nuvem no qual todo o conteúdo e as atividades serão armazenadas, além de facilitar o acompanhamento da evolução do aluno.

Agora, acima de tudo, é crucial garantir uma boa conexão à internet, como a Vivo Fibra. A conectividade nunca foi tão importante quanto agora no segmento. 

E, neste cenário de Ensino Híbrido, ela é peça central e chega até mesmo a ser a diferença entre uma boa e má experiência na aula online

Assim, a conexão escolhida deve ser estável e ter capacidade o suficiente para suportar o streaming das aulas. Caso mais pessoas utilizem a rede ao mesmo tempo, isso precisa ser levado em consideração na hora de escolher o plano de velocidade. 

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Ensino Híbrido é uma tendência passageira ou veio para ficar?

Tudo indica que o modelo vai perdurar, mesmo depois da pandemia. O principal motivo é a flexibilidade e autonomia que o formato oferece.

Em outras palavras, é possível até dizer que essa mudança de cenário pode preparar melhor os estudantes para o futuro. Aliás, muitos educadores acreditam que essa é a evolução que deve guiar o sistema de ensino brasileiro nos próximos anos. 

Mas, para que isso aconteça, é preciso que as instituições escolares sigam se atualizando, não apenas na estrutura tecnológica, mas no sentido pedagógico. Afinal, não basta transferir a mesma aula que acontecia na classe presencial para um ambiente virtual

É preciso inovar nos métodos utilizados na educação para que cada vez mais a união entre tecnologia e ensino colabore para um desenvolvimento multidisciplinar dos jovens.

Inclusive, a McKinsey & Company realizou um webinar sobre as perspectivas para o sistema educacional mundial e deixou algumas dicas de ouro para as escolas. Entre elas estão:

  • Ser inclusivo nesse novo modelo de educação e se preparar para ministrar aulas com pouco ou nenhum acesso à internet;

  • Ter pesquisas de satisfação regulares com alunos, professores e pais para entender o que está funcionando e o que precisa ser ajustado;

  • Manter o foco na saúde e no bem-estar dos estudantes e de suas famílias, na experiência do corpo docente e equipe.

Menino estudando com livros, com expressão de pensativo. Menino estudando com livros, com expressão de pensativo.

Quais as expectativas do Ensino Híbrido para 2022?

O modelo veio mesmo para ficar. E um dos principais motivos é a flexibilidade que o formato oferece: não é preciso se deslocar todos os dias para a sala de aula, reduzindo os custos e estimulando a autonomia dos estudantes. 

No ensino superior, por exemplo, um estudo realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) mostrou que a maior parte dos indivíduos prefere que somente 45% das aulas sejam realizadas presencialmente.

Outra pesquisa, conduzida pelo Consórcio STHEM Brasil, mostrou que 94% dos profissionais que atuam no setor educacional acreditam que o modelo é mesmo o futuro da educação. 

No entanto, para que o formato se consolide, será necessário investir na formação de professores. Por isso, uma das principais movimentações em 2022 deverá ser nesse sentido, indicou o estudo.

A migração para o ambiente virtual aconteceu rapidamente para atender à demanda da pandemia. Agora, é a vez de arrumar a casa, identificar o que deu certo e o que não foi tão bem assim, preparar as equipes e seguir em frente. O ensino permeado pela tecnologia é agora!

Conclusão

O Ensino Híbrido é uma grande oportunidade de revolucionar a educação e potencializar o aprendizado. Mas tudo depende de um esforço conjunto dos educadores, pais, alunos e das próprias instituições em querer construir esse novo futuro.

O modelo funciona se houver uma combinação de fatores importantes, como:

  • Professores capacitados;

  • Internet de qualidade;

  • Equipamentos adequados.

A boa notícia é que na Loja Vivo você pode encontrar tablets ou celulares de nova geração, que são bastante recomendados para os estudos. 

Bons estudos e até breve! 

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