Quando foi anunciada uma versão sem unidade de disco para jogos de videogame do PS5 e do Xbox Series X, boa parte da comunidade gamer se deu conta de que "the end of an era” (o fim de uma era, em tradução livre) poderia estar se aproximando. 

Tudo bem, a referência poderia não ter sido Friends e a discussão entre mídia física e digital antecede a última geração de consoles (já pauta os fóruns há anos). 

O fato é que ela tomou uma proporção maior quando os publishers começaram a demonstrar pouco empenho na comercialização dos jogos físicos, o Google desenvolveu a plataforma Stadia, e, acima de tudo, a Sony e a Microsoft lançaram consoles digitais.

Afinal, a mídia física sempre esteve, em maior grau, atrelada ao console, da mesma maneira que a digital esteve ao PC gamer e às bibliotecas virtuais disponíveis em plataformas como Steam, GOG, Epic Games, entre outras. 

Assim sendo, a partir desse movimento mercadológico, estaríamos nos encaminhando para o fim da mídia física? O futuro está reservado para jogos de videogame exclusivamente digitais? A partir dessas perguntas, vamos fazer um “all in” (ataque massivo) ao assunto. Vamos lá?

O que são mídias físicas?

A mídia física é um jogo de videogame palpável. Aquele que você vai até a sua loja de referência para adquirir, pois deseja tê-lo em casa. 

Conforme o tempo, os formatos dos jogos foram mudando, exceto o memorável cartucho da Nintendo, utilizado até hoje pela marca, só que menor, mais tecnológico e com um nome mais carinhoso: “cartuchinho”. 

Já para quem adentrou a indústria de games através do PlayStation ou Xbox, a mídia física dos jogos, no início dos anos 1990, eram os CDs, depois DVDs e, por fim, em discos Blu-ray e, recentemente, Blu-ray HD. 

No entanto, é importantíssimo frisar que, para entusiastas e pessoas que colecionam, a mídia física não se restringe ao jogo, mas da apresentação como um todo. Ou seja, da arte da caixa que o guarda, bem como dos materiais impressos que o acompanham, como adesivos e manual de instruções.

Para elucidar o quesito apresentação, bem como comprovar a falta de cuidado dos publishers em relação às mídias físicas, basta pensar no jogo Demon's Souls, originalmente lançado em 2009.

A versão física para PS3 possuía o disco, já em Blu-ray, bem como um manual de instruções muito bem diagramado e repleto de informações. Já a versão para PS5, lançada em 2020, é composta apenas pelo disco — algo que desanima qualquer pessoa apaixonada pelo título.

Jovem sentado na mesa e jogando com headset, notebook e duas telas a sua frente Jovem sentado na mesa e jogando com headset, notebook e duas telas a sua frente

O que são mídias digitais?

A mídia digital é o inverso da física. Isso é, ela não é palpável e você não consegue tê-la em casa. Ela pode ser comprada pelos sites, como a Loja Vivo. Os jogos desse tipo de mídia se enquadram em quatro cenários:

  1. Possuem versão física e digital, como The Last of Us Part II;
  2. Estão disponíveis, exclusivamente, em plataformas de distribuição digital, como Steam e Epic Game Store;
  3. São títulos exclusivos para smartphones;
  4. Em um primeiro momento, são lançados de forma digital, depois ganham uma versão física, como o jogo The Binding of Isaac: Afterbirth Plus, disponibilizado na Steam em 2017.

Inclusive, o The Binding of Isaac: Afterbirth Plus angariou várias críticas positivas em sua versão digital. E quando a Nintendo Switch resolveu lançá-lo como mídia física, a desenvolvedora Nicalis não decepcionou quem adquiriu o jogo. 

Isso porque, além do “cartuchinho”, a caixa possui um manual de instruções que, inclusive, lembra o material de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, lançado em 1998, além de três cartelas de adesivo. Quer dizer, é de encher os olhos de qualquer pessoa, ainda mais de quem coleciona.

Imagem de duas mulheres de costas no sofá jogando videogame na TV Imagem de duas mulheres de costas no sofá jogando videogame na TV

Jogos de videogame em mídia física vão acabar?

A partir dos exemplos acima, dá para notar que as desenvolvedoras não lançam mais games em mídia física como costumavam, assim como as versões digitais estão ocupando cada vez mais espaço.

Entre as razões, dá para citar a popularização de plataformas de distribuição digital, bem como os jogos exclusivos para smartphones que “correspondem ao maior consumo atualmente”, conforme afirma o consultor da GoGamers, Mauro Berimbau, à Trendings. 

Junto a isso, apesar de não ter decolado, o Google assustou quem ama jogos físicos com a tentativa de emplacar o Stadia: uma plataforma de jogos através de streaming, em que as pessoas podem jogar a partir de qualquer hardware.

Assim sendo: jogos em mídia física vão acabar? 

Através de uma visão bastante otimista, ancorada em um depoimento que Julian Paul Raines, ex-CEO da GameStop cedeu à Fortune há alguns anos, versões físicas e digitais coexistirão. 

Isso porque ambas possuem suas vantagens para o consumidor, o que nos leva aos próximos tópicos. Mas, antes, é essencial dizer que essa simultaneidade não será democrática, visto que já demonstra perda para os jogos físicos.

Quais as vantagens das mídias físicas?

Foco nas mãos de uma pessoa segurando um controle de videogame com f Foco nas mãos de uma pessoa segurando um controle de videogame com f

Possibilidade de venda e troca

Quando você possui o jogo físico, é muito mais fácil vendê-lo depois que você zerá-lo ou trocá-lo por outro, caso suas expectativas não tenham sido atendidas.

Para além do jogo

Quem é gamer mesmo — não apenas joga casualmente —, aprecia a mídia física não apenas pelo jogo, mas pelo material que o acompanha, conforme descrito anteriormente. Manuais, cartelas de adesivos, códigos, fazem qualquer entusiasta feliz, pois há um valor sentimental atrelado ao jogo. 

Imagine o cenário: você joga The Last Of Us II na versão digital, ele se torna um dos seus títulos favoritos e você compra a mídia física que contém o The Last Of Us e The Last Of Us II para tê-lo em mãos e expor no seu quarto gamer. Incrível, não é mesmo?

Edições especiais para quem coleciona

E quando a produtora resolve lançar uma edição especial do seu jogo favorito? Repleta de materiais extras, com brindes, em uma embalagem original, códigos de resgate e outras vantagens? Bom, aí é para deixar qualquer gamer feliz — até quem prefere jogos de videogame digitais.

Quais as vantagens das mídias digitais?

Duas crianças sentadas no sofá jogando no celular e usando fone de ouvido Duas crianças sentadas no sofá jogando no celular e usando fone de ouvido

Biblioteca virtual

Ao invés de montar uma biblioteca física, acumular milhares de caixas de jogos, perder-se na organização e limpeza do lugar, você monta um espaço virtual e, de quebra, ajuda o meio ambiente ao adquirir menos plástico. Quer dizer, duas vantagens em uma.

Praticidade

Com o serviço oferecido pelas plataformas de distribuição digital, você pode comprar um jogo a qualquer hora. Em outras palavras, fora do horário comercial e até durante a madrugada. 

Bateu a insônia ou a vontade súbita de jogar um título? Você não precisa dirigir-se até a loja; basta acessar o site, comprar (por vezes, apenas fazer download) e divertir-se.

Lançamentos

Vantagem indiscutível para quem é ansioso pelo acesso aos lançamentos, que costumam ocorrer antes nas plataformas de distribuição digital. Em outras palavras, você joga determinado título antes dele chegar nas lojas físicas — processo que pode demorar. 

Jogos independentes

Outra vantagem da mídia digital, que também está ligada às plataformas de distribuição digital, é a possibilidade de aproveitar um vasto catálogo de jogos independentes.

Afinal, jogos indies possuem várias qualidades. Para ressaltar algumas, além de serem muito bem polidos, costumam ser mais baratos que os jogos classificados como Triple-A ou AAA.

Por esse motivo, ou seja, por não estarem vinculados a grandes produtoras, os jogos independentes também costumam entregar um conteúdo extremamente divertido. 

De certa forma, é como se desse para perceber a liberdade criativa na hora da construção da narrativa e no desenvolvimento do software.

Qual é mais barato: mídia física ou digital?

Depende. No lançamento de um jogo de videogame, principalmente os Triple A ou AAA, o preço é o mesmo. 

No entanto, a mídia digital possui diversas promoções, gerando um custo-benefício atraente para quem é gamer. Já a mídia física revendida, na teoria, deveria ser mais barata, uma vez que já foi utilizada por alguém.

Qual melhor internet para jogos de videogame?

O ponto crucial para jogar, principalmente tratando-se de mídias digitais, “é ter uma estabilidade de conexão sem lag”, conforme explica a equipe do Vivo Keyd

Dessa forma, a tecnologia mais estável que existe é a fibra óptica, como a Vivo Fibra, visto que ela permite a transmissão de dados em alta velocidade, com estabilidade e pouca interferência na rede.

E aí, agora que você já sabe a diferença entre mídia física e digital para jogos de videogame, entenda qual melhor corresponde a suas expectativas e invista nela. 

Além disso, saiba que, independente do que vocês escolherem, pode contar com a Vivo para te auxiliar. 

Bons jogos e até breve!

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