Se existe um ambiente democrático para conversar e debater ideias, mesmo entre pessoas de gerações diferentes, esse lugar é a internet. Mais especificamente nas redes sociais, os usuários podem expor seus pensamentos sobre qualquer assunto, inclusive os mais inusitados. Afinal, quem diria que a expressão cringe renderia boas discussões?

Foi um termo que ganhou o trending topics e expôs visões de mundo bastante variadas, dependendo da faixa de idade do internauta. Na verdade, falar sobre o que é ou não cringe trouxe um conflito de ideias nas redes, demarcando pontos de vista interessantes das gerações Y (millennials) e Z.

Ficou confuso com esse monte de nomenclatura? Então, vem com a gente e entenda o que é ou não cringe e como os eletrônicos marcaram e marcam a vida das diferentes gerações.

Imagem de mulher pensando

O que é cringe?

Se você acessa as redes sociais certamente se deparou com um termo novo, já que a palavra cringe ganhou espaço na sua timeline. Porém, muita gente ficou sem saber ao certo seu significado.

Cringe tem origem na língua inglesa e é utilizado para descrever situações constrangedoras ou vergonhosas vividas por alguém. Mas vale ressaltar que é algo visto como embaraçoso pelos outros e não pela própria pessoa. Então, poderíamos até utilizar o cringe como algo cafona ou antiquado.

Assim, a palavra passou a ser utilizada para se referir a diferentes aspectos, como:

  • Música;

  • Filmes;

  • Vestuário;

  • Atitudes;

  • Entre outros. 

Em resumo, tornou-se a nova gíria da internet e, mais do que isso, fez muita gente se questionar: “Será que eu sou cringe”?

Por que a expressão ganhou tanta repercussão na internet?

A grande repercussão da expressão cringe teve um motivo. A palavra foi amplamente utilizada pela geração Z (pessoas que nasceram entre meados da década de 1990 e 2010) para classificar comportamentos ou hábitos dos millennials (geração Y, que nasceu entre 1980 e meados da década de 1990).

A partir disso, tivemos muitas discussões e, é claro, muitos memes, o que bastou para movimentar a internet, rendendo até mesmo a hashtag #cringe nas postagens. Entre os hábitos da geração Y que a geração Z chamou de cringe estavam:

  • Tomar café da manhã;

  • Pagar boletos;

  • Usar calça skinny;

  • Usar o cabelo repartido para o lado;

  • Gostar da série Friends.

E, nesse conflito, os millennials não ficaram calados, elencando também o que achavam cringe na geração Z, como fazer dancinhas para ter sucesso no Instagram ou em outras redes sociais e usar o cabelo repartido ao meio.

O que dá para concluir com essa história toda é que, no mundo digital, não existem barreiras de convivência com pessoas de interesses ou gerações diferentes.

Imagem de família

Como o cringe trouxe à tona as diferenças entre as gerações?

Com a popularização do cringe, a expressão passou a ser utilizada para criticar atitudes e gostos alheios entre as gerações. 

Foi um conflito que retrata como a época em que cada um nasceu tem influência em seu estilo de vida, hábitos e preferências. Basta ver como nossos gostos diferem bastante dos gostos dos nossos pais ou avós.

Nesse sentido, é natural que gostar da série Friends cause alguma estranheza em muitos que nasceram depois dos anos 2000, concorda? 

Outra questão que despontou bastante foi o fato de muitos dos millennials perceberem essa diferença e questionarem se ainda podem ser chamados de jovens. Ou seja, será que seus hábitos e interesses são considerados antiquados pelas novas gerações?

Ser ou não ser cringe no mundo da tecnologia?

Como você viu, chamar alguém de cringe está relacionado ao estilo de vida, gostos e atitudes de uma pessoa. Assim, apesar de a tecnologia vir sempre relacionada com inovação, dá para pensar que algo que já foi tecnológico no passado seja considerado hoje, para os mais jovens, antiquado ou cringe.

Vamos fazer um passeio pela história dos eletrônicos e mostrar o que já foi sucesso entre as gerações? Vem com a gente e descubra.

Imagem de vitrola

Geração X

A geração X nasceu nas décadas de 1960 e 1970. Tinha, assim, o costume de ver televisão, sendo que a novidade foi assistir a uma transmissão a cores — o que, no Brasil, ocorreu em 1972. Para assistir aos filmes em casa, o sucesso era o videocassete, que surgiu em 1971.

E se hoje você escolhe seu artista e música favoritos e ainda faz sua própria playlist nos serviços de streaming pelo celular, a geração X tinha o rádio para se atualizar quanto aos lançamentos musicais.

Falando ainda em música, na época, as pessoas tinham discos de vinil ou LP (que foram lançados em 1948) em casa para tocar nas vitrolas. Mas se o toca-discos ficou esquecido em antiquários ou museus por algum tempo, saiba que hoje se tornou vintage e caiu no gosto dos saudosistas. 

Então, tem muita gente que faz questão de ter uma vitrola em casa para tocar os LPs, apreciando uma forma diferente de ouvir seu cantor, banda ou música favorita.

Vale destacar ainda o surgimento do celular, que chegou ao país em 1990 e foi um aparelho cobiçado pela geração X. Talvez você ache cringe ver os primeiros aparelhos, pois pareciam um tijolo, no entanto foi uma revolução na época, inaugurando a telefonia móvel.

Imagem de pessoa usando notebook

Geração Y

Já os millennials ou geração Y nasceram em um mundo com TV a cores e com o hábito de alugar filmes nas locadoras. Esse pessoal também aproveitou bastante o walkman, lançado em 1979 e que ficou popular por aqui nas décadas de 1980 e começo de 1990. Era um aparelho compacto à pilha para escutar as fitas K-7 e as emissoras de rádio com o fone de ouvido.

Essa geração pegou ainda o boom das vendas dos CDs, visto que o primeiro compact disc surgiu em 1982. Depois, em 1984, veio o discman (que, no Brasil, se popularizou nos anos 1990). O aparelho era como o walkman, porém para ouvir CD. Imagine como não virou febre, principalmente entre os jovens?

Em 1998, surgiram os DVDs, facilitando muito a vida de quem curtia filmes em casa, pois, além de melhor qualidade da imagem, não era necessário rebobinar o filme, como ocorria com a fita de vídeo do videocassete. 

E tem um marco da tecnologia muito importante para os millenials, que foi o surgimento da internet. Apesar de, no Brasil, ela ter surgido na década de 1980, seu uso comercial só ocorreu em 1994. 

Dessa forma, os millennials incorporaram os hábitos digitais, entendendo a importância de contar com uma boa conexão para as atividades corriqueiras e profissionais.

Imagem de pessoa usando celular

Geração Z

O pessoal da geração Z nasceu com a internet e cresceu tendo o celular com o sistema Android ou iOS como um objeto comum para a vida pessoal e profissional. A comunicação virtual por meio do smartphone — usando aplicativos, como o WhatsApp, Telegram ou Clubhouse — tornou-se um hábito mais comum que um telefonema.

Essa geração viu a popularização das redes sociais e se acostumou em ter as informações na palma da mão: basta acessar um dos navegadores de internet e digitar o que procura nos motores de busca.

Geração alpha

Temos ainda que considerar os nascidos depois de 2010, chamados de geração alpha. Essa turma já nasceu 100% conectada e usa os dispositivos eletrônicos, como tablets, como forma de entretenimento desde os primeiros anos de vida. 

Agora você já viu como foi a repercussão do termo cringe na internet e como a popularização da expressão revelou estilos de vida, pensamentos e atitudes bastante diversas entre as gerações. Deu ainda para conferir como foi (ou é) a relação de cada grupo com a tecnologia.

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Até a próxima!

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